SEMINÁRIO EM ITAQUI

 Dairson Azambuja Gonçalves, coordenador do Setor da Mediunidade, no RS, esteve em Itaqui realizando um Seminário sobre Mediunidade, destacando a abordagem de Reuniões Mediúnicas Sérias. Segue algumas fotos do Evento.
4. As Reuniões Mediúnicas

Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios: de graça recebestes, de graça dai. Jesus. Mateus, 10:8

A reunião mediúnica não comporta improvisações por parte do dirigente e dos demais membros da equipe dos encarnados, por se tratar de atividade de atendimento  e assistência espiritual, previamente programada e organizada pelos Benfeitores Espirituais.

4. 1 OBJETIVOS 

Oferecer condições para o exercício da mediunidade, de forma saudável e segura, em perfeita harmonia com a Codificação Espírita e com as obras espíritas suplementares de inquestionável valor doutrinário.
Viabilizar condições que assegurem segurança e seriedade da manifestação de Espíritos nas reuniões mediúnicas privativas, usuais na Casa Espírita.
Prestar auxílio moral e doutrinário aos Espíritos que sofrem ou que fazem sofrer, concorrendo para o seu equilíbrio e a sua melhoria, por meio de aconselhamentos e outras ações espíritas, fraternas e solidárias, e pelos exemplos de boa conduta moral.
Amparar Espíritos em processo de reencarnação, segundo as condições disponíveis.
Contribuir para o desenvolvimento da ciência espírita através de estudos edificantes relacionados à mediunidade, em geral, e ao processo de intercâmbio mediúnico em particular.
Incentivar e promover a capacitação continuada dos encarnados integrantes da equipe.
Exercitar a humildade, a fraternidade e a solidariedade perante os encarnados e desencarnados em sofrimento, fornecendo exemplos que caracterizem o esforço de transformação moral.
Cooperar com os benfeitores espirituais no trabalho de defesa da Casa Espírita, ante as investidas de Espíritos descompromissados com o Bem.

4. 2 REUNIÕES MEDIÚNICAS SÉRIAS: COM JESUS E COM KARDEC

O resumo do item 341, cap. 29, de O Livro dos Médiuns, apresentado em seguida, fornece subsídios adequados à postura  a ser adotada pelos integrantes da equipe dos encarnados, em uma reunião mediúnica séria:

Perfeita comunhão de vistas e de sentimentos.
Cordialidade recíproca entre todos os membros.
Ausência de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã.
União em torno de um único desejo: o de se instruírem e de se melhorarem, por meio dos ensinos dos Espíritos.
Recolhimento e silêncio respeitosos.
União de todos, pelo pensamento.
Isenção de todo sentimento de orgulho, de amor-próprio, de supremacia e vaidade, predominando a necessidade de ser útil.

São também características da prática mediúnica com Jesus e com Kardec: integrar os participantes da atividade mediúnica na instituição espírita onde atuam e realizar avaliações periódicas da reunião mediúnica.
 Segundo orientações de Emmanuel, existentes no livro O Consolador, questão 372, “a sessão espírita deveria ser, em toda parte, uma cópia fiel do cenáculo fraterno, simples e humilde do Tiberíades, onde o Evangelho do Senhor fosse refletido em espírito e verdade […].” Na questão 411, este benfeitor esclarece que “[…] o apostolado mediúnico, portanto, não se constitui tão somente da movimentação das energias psíquicas em suas expressões fenomênicas e mecânicas, porque exige o trabalho e o sacrifício do coração […].”
Martins Peralva acrescenta, por sua vez:

Mediunismo sem Evangelho é fenômeno sem Amor, dizem os Amigos Espirituais [….], sem Doutrina Espírita é fenômeno sem esclarecimento. […], com Espiritismo, mas sem Evangelho, é realização incompleta […]. Com Evangelho e sem Espiritismo é, também, realização incompleta […]. Com Evangelho e Espiritismo é penhor de vitória espiritual, de valorização dos talentos divinos. Imprescindível, pois, a trilogia Evangelho-Espiritismo-Mediunidade. Mediunidade e Evolução, cap.7.

E Emmanuel afirma, peremptoriamente, em que base se assenta a vitória do apostolado mediúnico:

Está […] no Evangelho de Jesus, com o qual o missionário deve estar plenamente identificado para a realização sagrada da sua tarefa. O médium sem o Evangelho pode fornecer as mais elevadas informações ao quadro das filosofias e das ciências fragmentárias da Terra; pode ser um profissional de nomeada [de prestígio], um agente de experiências do invisível, mas não poderá ser um apóstolo do coração. O Consolador, questão 411.

4.3 A PRÁTICA MEDIÚNICA

A educação e o desenvolvimento mediúnicos compreendem a fase inicial da formação doutrinária básica (conhecimento espírita, em geral, e da mediunidade em particular), que pode estar associada, no principiante, ao afloramento da sua mediunidade e ao posterior encaminhamento ao grupo mediúnico. Importa dizer, porém, que nem todos os espíritas com formação doutrinária são portadores de mediunidade ostensiva, nem possuem compromisso com a tarefa desenvolvida no grupo mediúnico.
Os médiuns ostensivos revelam, contudo, compromisso com a tarefa, uma vez que toda faculdade nos é concedida tendo em vista um fim específico. Assim, entende-se por educação do médium o período que vai do afloramento da mediunidade até a participação, efetiva e harmônica, numa reunião mediúnica, conforme esclarecimentos de Allan Kardec existentes no capítulo 29 de O Livro dos Médiuns.
Na fase de educação e de desenvolvimento da faculdade mediúnica, os médiuns devem ser acompanhados de perto por orientadores experientes, que fazem parte do quadro regular de trabalhadores da Casa Espírita, na área da mediunidade. O médium será considerado apto para integrar o grupo mediúnico, onde a sua mediunidade será exercitada, quando: consegue discernir, de forma geral, as idéias que lhes são próprias e as oriundas dos Espíritos comunicantes; tem controle (educação) sobre as suas emoções, conduzindo-se com respeitabilidade durante as manifestações dos Espíritos; revela esforço de combate às imperfeições e oferece condições para dedicar-se com afinco à tarefa.
É sempre oportuno lembrar que não é automático o encaminhamento, aos grupos mediúnicos, de participantes que tenham concluído cursos de estudo e educação da mediunidade. Deve-se refletir que não é somente o estudo que habilita o tarefeiro ao exercício da mediunidade. Há outros critérios, os quais devem ser atendidos, como equilíbrio emocional, assiduidade, compromisso com a tarefa, entre outros.
É importante destacar, também, que cada Instituição Espírita tem as suas normas e os seus critérios de ingresso à reunião mediúnica, os quais devem ser considerados, a não ser que exista conflito com os princípios espíritas da Codificação e as obras suplementares a esta.
O intercâmbio mediúnico implica conhecimentos e cuidados, a fim de que sejam bons os resultados alcançados. A melhoria moral dos membros da equipe cria obstáculos às investidas dos Espíritos distanciados do Bem, além de favorecer o progresso individual.

Todas as imperfeições morais são tantas outras portas abertas ao acesso dos maus Espíritos. A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis […]. O prestígio dos grandes nomes, com que se adornam os Espíritos tidos por seus protetores os deslumbra e, como neles o amor-próprio sofreria, se houvessem de confessar que são ludibriados, repelem todo e qualquer conselho […]. Aborrecem-se com a menor contradita, com uma simples observação crítica e vão às vezes ao ponto de tomar ódio às próprias pessoas que lhes têm prestado serviço. […] Devemos também convir em que, muitas vezes, o orgulho é despertado no médium pelos que o cercam. O Livro dos Médiuns, segunda parte, cap. 20 item 228.

Sob critérios definidos pela direção da Casa Espírita, em trabalho conjunto com o responsável pela área da atividade mediúnica, pode ser organizado um grupo mediúnico com a finalidade de auxiliar os principiantes nas fases iniciais do seu aprendizado prático, desde que dirigido por pessoa experiente, e tenha a participação de um ou mais médiuns experientes.
Nunca é demais recordar que prática mediúnica deve, necessariamente, ser precedida de cursos regulares, teóricos e práticos, fundamentais à formação do futuro trabalhador da mediunidade.

O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente desse modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à verdade. O Consolador, questão 392.

No período inicial do exercício mediúnico, o aprendiz deve desenvolver a capacidade de auxiliar, com equilíbrio e controle, Espíritos que sofrem, os quais, embora se apresentem na condição de enfermos, necessitam de esclarecimentos, uma vez que ainda não se acham bem adaptados à vida na erraticidade. O tempo destinado ao desenvolvimento e à educação da faculdade mediúnica não é o mesmo para cada médium, mas depende do esforço e das  possibilidades de cada um.
Os Espíritos comunicantes que demonstram graves perturbações são, usualmente, encaminhados pelos benfeitores espirituais aos grupos mediúnicos onde a equipe revela possuir melhores condições de atendimento e auxílio. Nessas reuniões há maior homogeneidade de conhecimento espírita-evangélico e de união de sentimentos e pensamentos. São grupos constituídos por um número reduzido de participantes, mas que revelam experiência e habilidade no trato com os Espíritos seriamente desarmonizados, daí não ser permitida a participação de aprendizes de espiritismo e de mediunidade.
A prática mediúnica, realizada nessas condições, favorece: a) o atendimento aos Espíritos portadores de graves desequilíbrios, endurecidos, perseguidores etc.; b) a freqüente manifestação dos benfeitores e orientadores da Vida Maior; c) a defesa da Instituição Espírita.
Os integrantes mais experientes desse tipo de reunião mediúnica aprenderam a neutralizar ou amenizar o impacto das influências espirituais perturbadoras, adotando comportamentos de conduta reta, ordeira e moralizadora, além de atualização doutrinária, assim especificados:

Controle das emissões mentais, sentimentos e ações inferiores, por efeito da vontade sabiamente administrada.
Aperfeiçoamento do conhecimento espírita pela participação em cursos, encontros, seminários e estudo de obras espíritas.
Adoção do hábito da oração e da meditação.
Integração em serviço de auxílio ao próximo, exercitando, assim, a prática da caridade.
Empenho no combate às imperfeições, de acordo com os preceitos do Evangelho e das orientações espíritas, tendo como guia esta instrução de Paulo, o apóstolo:

Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 15, item 10.

5. A Equipe Mediúnica
No entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom.  1 Corintios, 7:7

5.1 CONDIÇÕES DOS CANDIDATOS À PRÁTICA MEDIÚNICA

Instrução teórica básica

Entende-se por Instrução Teórica Básica o conhecimento doutrinário espírita adquirido pelo integrante do grupo mediúnico em cursos, regulares e sistematizados de espiritismo e de mediunidade. É relevante que todos os participantes da reunião possuam base doutrinária espírita relacionada às atividades mediúnicas.
Existindo participantes dos cursos com mediunidade aflorada, deverão ser encaminhados ao setor ou pessoa responsável da Casa Espírita indicados para atendê-los. Esta medida é importante porque nem sempre é possível o monitor do Curso avaliar a situação com a profundidade requerida ou com isenção de ânimo necessária.
Nessa situação, cada caso será analisado com fraternidade, bom senso e prudência, ponderando se a pessoa deve, efetivamente, participar de um grupo mediúnico, paralelamente aos estudos que realiza. É imprudência estimular a prática mediúnica em pessoas que revelem algum tipo de imaturidade, doutrinária, emocional, psicológica etc.
Os participantes dos cursos que revelem dificuldades espirituais significativas, impeditivas de assimilação de conteúdos doutrinários, deverão ser afastados do estudo, temporariamente, e encaminhados ao serviço de atendimento espiritual da Casa Espírita para serem auxiliados.
 Participantes analfabetos ou com nível de instrução reduzida, ou ainda, os portadores de deficiência visual, auditiva etc., farão o curso com os demais, porém ser-lhes-á prestada atenção especial, de modo a compensar-lhes as dificuldades inerentes às limitações que apresentam.

5.2  CONDIÇÕES DOS INTEGRANTES DA  EQUIPE MEDIÚNICA 

Capacitação continuada

É de fundamental importância que o trabalhador do grupo mediúnico esteja integrado em outra atividade da Casa Espírita e que revele possuir conhecimento espírita adquirido nos cursos regulares de estudo do espiritismo e da mediunidade. Por exemplo: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita e Estudo e Educação da Mediunidade. “O estudo e a fixação do ensino espírita colocam-nos em condições de mais amplo discernimento da vida, dos homens e dos Espíritos.” Mediunidade e Evolução, cap. 7.
Concluídos esses estudos regulares, é importante verificar se o candidato à prática mediúnica integra uma ou mais atividade da Casa Espírita, antes de ter acesso às reuniões mediúnicas. Para tanto, é necessário que ele:

conheça as principais atividades da Casa Espírita;
esteja integrado em serviços que lhe proporcionem a devida compreensão da atividade mediúnica: assistência espiritual –  que compreende o atendimento fraterno pelo diálogo, passes, serviço de visitas a enfermos, evangelho no lar –,  assistência e promoção social e outros;
freqüente  uma ou mais palestras evangélico-doutrinárias;
realize a reunião do Evangelho no Lar, a sós – quando a família não aceita esta prática– ,  ou em companhia de familiares e afins;
utilize o serviço de atendimento espiritual e de passe da Casa Espírita sempre que se sentir desarmonizado;
participe de seminários ou cursos relacionados à atividade mediúnica;
revele disposição para estudar, de forma contínua e sistematizada, obras espíritas que lhe auxiliem a realização da tarefa;
manifeste vontade de fazer parte de um grupo mediúnico. Nesta situação, a manifestação voluntária do candidato necessita da aprovação do setor competente da Casa Espírita.

Já se disse que duas asas conduzirão o espírito humano à presença de Deus. Uma chama-se Amor, a outra, Sabedoria. Pelo amor, que, acima de tudo, é serviço aos semelhantes, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro, emitindo, em favor dos outros, o reflexo de suas próprias virtudes; e, pela sabedoria, que começa na aquisição do conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria grandeza, impelindo-a para o Alto. […] Todos temos necessidade de instrução e de amor. Estudar e servir são rotas inevitáveis na obra de elevação. […] Conhecer é patrocinar a libertação de nós mesmos, colocando-nos a caminho de novos horizontes na vida. Corre-nos, pois, o dever de estudar sempre, escolhendo o melhor para que as nossas idéias e exemplos reflitam as idéias e os exemplos dos paladinos da luz. Pensamento e Vida, cap. 4.

6. Atribuições dos Integrantes da Equipe Mediúnica

Levai, pois, uma vida de autodomínio e de sobriedade, dedicada à oração. Acima de tudo, cultivai, com todo ardor, o amor mútuo, porque o amor cobre uma multidão de pecados. 1 Pedro, 4:7- 8

Um ponto de suma importância, cujo empenho deve ser observado pela equipe mediúnica, diz respeito ao comportamento ético-moral, independentemente do papel que o participante exerça na reunião. No livro Grilhões Partidos (Prolusão, item 1), Manoel Philomeno de Miranda assinala aspectos que devem marcar a conduta do tarefeiro da mediunidade. Destacamos os seguintes:

– conduta moral sadia — é imprescindível que as emanações psíquicas equilibradas, elevadas, possam constituir plasma de sustentação daqueles que, em intercâmbio, necessitam dos valiosos recursos de vitalização para o êxito do tentame;
– conhecimento doutrinário;
– equilíbrio interior dos médiuns e doutrinadores;
– confiança; disposição física e moral;
– médiuns capacitados e disciplinados;
– pontualidade e perseverança.

O grupo mediúnico é um ser coletivo que necessita da harmonia do conjunto para bem funcionar. Assim, é preciso que cada um busque o equilíbrio próprio através de preparo doutrinário contínuo, de  vigilância permanente, não apenas nos dias da reunião.

Nos trabalhos mediúnicos, são exigíveis hábitos mentais de comportamento enobrecido, e estes não podem ser improvisados. Então, os membros de uma sessão mediúnica são pessoas que devem estar vigilantes normalmente, todos os dias e, em especial, nos reservados ao labor, para que poupem as incursões dos Espíritos levianos e adversários do Bem […]. Diretrizes de Segurança, cap. II, item 33.

Por outro lado, analisa Hermínio Miranda:

Quanto aos componentes encarnados do grupo, mais uma vez lembramos: é vital que os unam laços da mais sincera e descontraída afeição. O bom entendimento entre todos é condição indispensável, insubstituível, se o grupo almeja tarefas mais nobres. Não pode haver desconfianças, reservas, restrições mútuas. Qualquer dissonância entre os componentes encarnados pode servir de instrumento de desagregação. Os Espíritos desarmonizadores sabem tirar partido de tais situações, pois esta é a sua especialidade. Muitos deles não têm feito outra coisa, infelizmente para eles próprios, ao longo dos séculos, senão isto: atirar as criaturas umas contra as outras, dividindo para conquistar […]. Diálogo com as Sombras, cap. II, item 1.


6.1 Orientações gerais aos participantes

Estar solidamente engajado na tarefa, observando “rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, […].” Conduta Espírita, cap. 3.
Manter sigilo em relação ao conteúdo da comunicação mediúnica, sobretudo se diz respeito a pessoa conhecida. O grupo deve evitar qualquer tipo de manifestação de curiosidade, respeitando a intimidade das pessoas.
Investir no auto-aperfeiçoamento e nas ações de melhoria do semelhante.
Cultivar a fé e amor em Deus, em Jesus e nos seus mensageiros.
Analisar as dificuldades encontradas no trabalho, buscando a solução mais adequada.
Seguir as orientações de organização e funcionamento da reunião mediúnica, definidas pela Doutrina Espírita.
Respeitar o momento do diálogo com os Espíritos, auxiliando mentalmente com os recursos do bom pensamento, da prece, da emoção equilibrada e da doação fluídica.
Reprimir comportamento ou atitude que favoreça o endeusamento de médiuns, ou de qualquer outro integrante da equipe.
Empenhar-se em manter harmônica a saúde física e psíquica.
Envidar esforços de melhoria moral pelo combate às paixões inferiores e às más tendências.
Manter-se doutrinariamente atualizado, seja por meio de leituras, estudos ou participações em cursos e seminários.
Participar das reuniões de avaliação da prática mediúnica.
Cooperar nas atividades de apoio material e espiritual, existentes na Casa Espírita.
Lembrar que é dever de todos, independentemente da tarefa que realize no grupo, primar pela sustentação harmônica da reunião.
Estabelecer o hábito da oração, a sós, ou em reuniões familiares de estudo do Evangelho, como recurso de assistência dos benfeitores espirituais, fora da reunião mediúnica.

6.2 Orientações ao dirigente da reunião mediúnica

É […] “a pessoa que preside os trabalhos, o responsável pela realização da tarefa no plano físico [abertura, desenvolvimento, conclusão e avaliação].“ Obsessão/Desobsessão, terceira parte, cap. 5. Sendo assim, coordena, supervisiona, acompanha e avalia as tarefas inerentes à prática mediúnica.
A incumbência deve ser delegada ao trabalhador espírita que possua bom conhecimento espírita, que se mantenha doutrinariamente atualizado, e que demonstre  esforço perseverante no tocante  à sua  reforma íntima, embasada  no Evangelho de Jesus. Deve ser alguém que tenha ascendência moral sobre o grupo, fundamentada no exemplo. Conduta Espírita, cap. 41 e 42. O Consolador, questões 387 e 392.

São também características necessárias ao dirigente encarnado:

Reportar-se à coordenação geral, à qual esteja vinculado, para prestar informações solicitadas.
Estimular a integração da equipe nas atividades da Casa.
Acompanhar a assiduidade dos componentes do grupo, adotando medidas cabíveis, segundo os preceitos da fraternidade e da seriedade, decisivos na execução da tarefa.
Manter o clima de seriedade da reunião, segundo as orientações existentes em O Livro dos Médiuns.
Vigiar para não “se deixar conduzir por excessiva credulidade no trabalho direcional, nem alimentar, igualmente, qualquer prevenção contra pessoas ou assuntos.” Conduta Espírita, cap. 3.
Exercer, se necessário, a função de esclarecedor, eximindo-se da de médium ostensivo, por não ser possível desempenhar ambas.  Conduta Espírita, cap. 3.
Confiar na própria intuição, colocando-a em prática, recordando que os bons dialogadores são bons médiuns intuitivos.
“Ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com enfermos encarnados e desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina na consecução das próprias tarefas”. Conduta Espírita, cap. 3.
Desenvolver bom relacionamento com os integrantes do grupo, agindo com imparcialidade.
Saber ouvir e ser objetivo no falar.
Agir como mediador e evitar a polêmica para que se mantenha o bom entendimento entre os participantes e o atendimento aos manifestantes desencarnados.
Saber usar de firmeza nas atividades de direção, tratando todos com gentileza e lealdade, mas respeitando-lhes as características individuais. Neste sentido, procurar conhecer os participantes, suas possibilidades, potencialidades, dificuldades e necessidades, colocando-se à disposição para ajudá-los, no que for possível.
“Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo.” Conduta Espírita, cap. 3.
Conduzir as dificuldades com tato, energia, humildade e empatia.
Ponderar sobre a real necessidade de aplicação do passe, no início e término da reunião, ou durante a comunicação dos Espíritos.
Possibilitar a avaliação da reunião, coordenando-a.



6.3 Orientações ao esclarecedor (dialogador ou doutrinador)

O esclarecedor é a pessoa que, na reunião, exerce o papel de ouvir, dialogar e esclarecer os Espíritos manifestantes necessitados, porém, consciente de que se encontra perante uma criatura humana que sofre, e que, muitas vezes, desconhece a real situação em que se encontra. Assim, é importante que na realização da tarefa apresente as seguintes condições:

Ter base doutrinária espírita e vivência evangélica.
Esclarecer com ponderação, consistência doutrinária e amor, para que sua palavra seja revestida de autoridade moral.
Lembrar sempre desta oportuna orientação de Kardec: “Por meio de sábios conselhos, é possível induzi-los ao arrependimento e apressar-lhes o progresso”. O Livro dos Médiuns, cap. 23, item 254, questão 5.
Ter discernimento na execução da tarefa, mantendo-se em vigilância contínua, a fim de não ser prejudicado pela vaidade e pelo apego à função exercida.
Cultivar o hábito da oração, considerando as investidas dos Espíritos  desarmonizados.
Ponderar sobre a real necessidade de aplicação do passe, no início e término da reunião, ou durante a comunicação dos Espíritos.
Ater-se à função de esclarecedor, eximindo-se de exercer a de médium ostensivo por não ser possível  desempenhar ambas as funções. Conduta Espírita, cap. 3.

Observação:
 Cabe ao dialogador as mesmas atribuições do dirigente da reunião, quando o substituir.

6.4 Orientações ao médium ostensivo 

O médium ostensivo propicia produção de efeitos mediúnicos patentes e inequívocos, ensejando a manifestação dos Espíritos. Os mais comuns nas reuniões mediúnicas são os psicofônicos, psicográficos e videntes. O Livro dos Médiuns, segunda parte, apresenta, contudo, importantes informações sobre uma grande variedade de médiuns, as quais devem ser conhecidas dos integrantes do grupo mediúnico. Para tanto, recomenda-se aos médiuns:

Ter base doutrinária espírita e vivência evangélica.
Seguir cuidadosamente as orientações de funcionamento das reuniões.
Colaborar na manutenção do clima harmônico e de bem-estar na reunião.
Auxiliar, efetivamente, o Espírito comunicante e o médium esclarecedor, durante a manifestação dos Espíritos.
Analisar com equilíbrio e bom senso as comunicações mediúnicas que transmite.
Aceitar, sem melindres, a análise das mensagens mediúnicas que transmite.
Revelar compromisso com a tarefa, voluntariamente aceita, mantendo-se assíduo às reuniões.
Exercer apenas a função de médium ostensivo, eximindo-se da  de esclarecedor por não ser possível  desempenhar ambas as funções. Conduta Espírita, cap. 3.

6.5 Orientações aos integrantes da equipe de apoio (ou de sustentação)

A equipe de apoio auxilia a realização da atividade mediúnica, propriamente dita, fornecendo energia mental e fluídica positiva, que beneficia todos os membros das equipes, encarnados e desencarnados.

As seguintes características são necessárias à execução da tarefa pela equipe de apoio:

Permanecer vigilante e confiante em todas as etapas da reunião. “Nunca permitir-se adormecer durante a reunião, sob qualquer justificativa em que o fenômeno se lhe apresente, porque esse comportamento gera dificuldades para o conjunto, sendo lamentável essa autopermissão […].” Manoel P. de Miranda – psicografia Divaldo P. Franco; Reformador-dezembro de 2007.
Manter-se integrada, concentrada e atenta às solicitações do dirigente, relativas às irradiações, à prece, ao passe etc. Lembrar que a motivação é fator primordial no bom desempenho dessas tarefas.
Contribuir com a transmissão de energias psíquicas, harmônicas e amorosas, em benefício dos presentes, encarnados e desencarnados.

7. Organização das Reuniões Mediúnicas

Amados, não creiais em todo Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus. 1 João, 4:1

A seleção de pessoas que deverão compor um grupo mediúnico requer atenção e cuidado, pois, sendo o grupo a soma dos seus componentes, disporá das forças e das fraquezas de cada um. É necessário que todos se estimem, que atuem de forma consciente, própria do servidor dedicado e responsável; que tenham conhecimento doutrinário suficiente para reconhecer a seriedade e a delicadeza da tarefa, e que busquem continuamente atingir objetivos superiores.
Léon Denis esclarece que a “[…] constituição dos grupos […] comporta regras e condições cuja observância influi consideravelmente no resultado a alcançar. Conforme o seu estado psíquico, os assistentes [participantes] favorecem ou embaraçam a ação dos Espíritos. Enquanto uns só com sua presença facilitam as manifestações, outros lhes opõem um quase insuperável obstáculo.” No Invisível, primeira parte, cap. 10.
A direção do grupo deve ser confiada a alguém que tenha “[…] certa posição de liderança, mas é necessário não esquecer nunca de que tal condição não confere a ninguém poderes ditatoriais e arbitrários sobre o grupo.” Diálogo com as Sombras, primeira parte, cap.I.
O grupo deve ser constituído por elementos simpáticos entre si, movidos pelo mesmo propósito e unidos pelo sincero desejo de se aperfeiçoarem moral e intelectualmente. Todo esforço deve ser empreendido para transformar a reunião mediúnica em “[…] um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros e formam como que um feixe. Ora, este feixe tanto mais força terá, quanto mais homogêneo for.” O Livro dos Médiuns, segunda parte, cap. 29, item 331.

Observação:

É importante destacar que é vedada a participação de criança na reunião mediúnica, ainda que apresente mediunidade ostensiva, independentemente de ser harmônica ou desarmônica a ação espiritual manifestada.
As crianças se encontram em processo de amadurecimento físico, psíquico, psicológico e espiritual, e, portanto, não possuem discernimento suficiente para participar de atividades mediúnicas, dentro ou fora da Casa Espírita.
Nesse sentido, é oportuno destacar as orientações que se seguem, presentes em O Livro dos Médiuns.

Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças?
Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e, as respectivas imaginações, excessiva sobreexcitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das conseqüências morais. O Livro dos Médiuns: Cap. 18, item 221, questão 6.

As crianças que apresentam mediunidade ostensiva devem ser encaminhadas às reuniões de evangelização espírita e ao serviço de passes. Os pais serão orientados a:  realizar a reunião do Evangelho no Lar, com a presença das crianças e familiares; desenvolver o hábito da prece em conjunto com os filhos e demais membros da família; c) participar de reuniões públicas de estudo evangélico-doutrinárias.

7.1 ADMISSÃO DE PARTICIPANTES

É importante que os componentes do grupo apresentem os critérios necessários à condição de trabalhador na reunião mediúnica, quais sejam:

Apresentar condições físicas, emocionais e psíquicas para participar da reunião mediúnica.
Estar integrado em atividades da Casa Espírita.
Ter conhecimento doutrinário espírita e, especificamente, o da mediunidade.
Assumir compromisso com a atividade mediúnica, demonstrando dedicação, assiduidade, esforço de melhoria espiritual e sintonia com os fins da Doutrina Espírita e os objetivos da Instituição Espírita.
Freqüentar palestra evangélico-doutrinária.
Ter o hábito de realizar a reunião do Evangelho no Lar, no mínimo uma vez por semana, como complemento do apoio espiritual às atividades realizadas no grupo mediúnico. Nesse sentido, é importante estar atento a esta orientação do Espírito André Luiz:

Todo integrante da equipe de desobsessão precisa compreender a necessidade do culto do Evangelho no lar.[…] Além dos companheiros desencarnados que estacionam no lar e adjacências dele, há outros irmãos já desenfaixados da veste física, principalmente os que remanescem das tarefas de enfermagem espiritual no grupo, que recolhem amparo e ensinamento, consolação e alívio, da conversação espírita e da prece em casa.  Desobsessão, cap. 70.

Vincular-se apenas às reuniões mediúnicas da própria Casa Espírita.

7.2  AFASTAMENTO DE PARTICIPANTES

Entende-se por afastamento do trabalhador a sua desvinculação do grupo mediúnico, temporária ou definitiva, mediante ato da Diretoria da Casa, ouvida a coordenação da mediunidade, assim caracterizado:

Ausências sistemáticas às reuniões, sem apresentação de justificativas.
Falta moral grave ou comportamento social incompatível com os objetivos da atividade mediúnica.
Impedimentos de natureza física, psíquica ou mental.
Processo obsessivo que invalida ou dificulta a realização da tarefa.

O afastamento do grupo mediúnico deve ser encaminhado com bom senso e sincero espírito de fraternidade. Assim, o participante que se encontra sob grave processo obsessivo deve ser afastado das atividades mediúnicas e encaminhado ao serviço de atendimento espiritual da Casa Espírita — ou à pessoa responsável, na Instituição, por este gênero de tarefa —, devendo retornar ao grupo mediúnico quando se revelar equilibrado.
É preciso analisar cada caso, transmitindo ao participante o desejo e a disposição de auxiliá-lo. O grupo tem o dever moral de prestar assistência ao integrante afastado, temporária ou permanentemente da reunião. Nesta situação, agir com prudência, equilíbrio, discrição, no limite das possibilidades de quem auxilia, sem jamais ferir o livre-arbítrio ou impor condições  para auxiliar.
Acolher de volta o participante, cessada a causa que originou o seu afastamento, reintegrando-o à prática mediúnica, após o necessário período de harmonização no grupo mediúnico.
7.3 VISITANTES 

O Coordenador da Mediunidade e o dirigente da reunião mediúnica podem aceitar a participação ocasional e restritiva de visitantes — desde que seja um amigo da Casa Espírita, em visita ou estágio —, e que revelem experiência suficiente para se conduzirem adequadamente na atividade.

Essas visitas devem ser recebidas apenas de raro em raro, e em circunstâncias realmente aceitáveis no plano de trabalho de desobsessão, principalmente quando objetivarem a fundação de atividades congêneres. […] Compreende-se que os visitantes não necessitem de comparecimento que exceda de três a quatro reuniões. Desobsessão, cap. 21.

8. Funcionamento das Reuniões Mediúnicas 
   Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus.
  1 João, 4:7

8.1 CONDIÇÕES 

Privacidade. A reunião mediúnica deve ser privativa, tendo as portas chaveadas para se evitar a entrada de participantes atrasados ou de pessoas estranhas ao trabalho. “Aconselhável se feche disciplinadamente a porta de entrada, 15 minutos antes do horário marcado para a abertura da reunião, tempo que será empregado na leitura preparatória.” Desobsessão, cap.14.
A reunião deve ser realizada com a mesma equipe, previamente definida. Por ser privativa, é vedada a participação de enfermos ou pessoas interessadas em receber benefícios durante a manifestação de Espíritos; este não é o local nem o momento para esse tipo de atendimento.

Regularidade. A reunião será sempre realizada nos dias e horários pré-estabelecidos, com periodicidade definida pela Direção da Casa Espírita — semanal ou quinzenal —, evitando-se a realização de reunião extemporânea ou ocasional, exceto em atendimento a situação especial, definida pela direção da Casa Espírita e por orientação espiritual pertinente. Neste caso, a reunião mediúnica extraordinária tem caráter específico.

Horário. Não se recomenda mais de 60 (sessenta) minutos para a manifestação dos Espíritos. Pode-se estabelecer o tempo máximo de duas horas para duração da reunião, considerando-se todas as etapas do trabalho, que começa na leitura preparatória e termina na avaliação.

Ambiente. A reunião deve ser realizada num local onde seja possível garantir silêncio respeitável e harmonia vibratória, elementos favoráveis à manifestação de Espíritos necessitados de auxílio. A simplicidade deve ser a tônica do ambiente.
O local da reunião deve ser preservado de movimentação ou ruídos que interfiram na manutenção da calma, do recolhimento, da concentração, do transe e do intercâmbio mediúnico. O comportamento dos participantes, por sua vez, deve garantir a harmonia do ambiente, antes, durante e após a realização da atividade.
O esclarecedor e o médium ostensivo devem evitar o tom de voz muito elevado, ou muito baixo, durante o diálogo com os Espíritos comunicantes, favorecendo, assim, o entendimento e a  manutenção da harmonia da equipe.
Na medida do possível, destinar um espaço apenas para a prática mediúnica; na sala reservada para a prática mediúnica não devem ser realizadas atividades que não lhe sejam afins.

Número de participantes. Este número depende do bom senso do dirigente e, também, da capacidade física do ambiente. Allan Kardec ressalta: “O número excessivo dos assistentes constitui uma das causas mais contrárias à homogeneidade”. O Livro dos Médiuns, cap. 29, item 332. André Luiz adverte que “os componentes da reunião, […] nunca excederão o número de quatorze”. Desobsessão, cap.20 e 73.  Léon Denis afirma: “É prudente não exceder o limite de dez a doze pessoas […].” No Invisível, primeira parte, cap.9.

Manifestações dos desencarnados. As comunicações dos Espíritos devem ocorrer de forma espontânea, segundo programação determinada pelos Mentores Espirituais, evitando-se as evocações.  É preferível que as reuniões mediúnicas ocorram no Centro Espírita, não no lar, uma vez que o ambiente doméstico nem sempre se revela propício à manifestação dos Espíritos: “No templo espírita, os instrutores desencarnados conseguem localizar recursos avançados do plano espiritual para o socorro a obsidiados e obsessores […].” Desobsessão, cap.9.

8.2 ETAPAS DA REUNIÃO MEDIÚNICA

A reunião mediúnica deve ser realizada dentro de um período de tempo que não exceda duas horas. A duração de 90 minutos (1hora e 30 minutos) é ideal. A manifestação dos Espíritos e o diálogo não devem ultrapassar sessenta minutos, mesmo nas reuniões com tempo total de 2 horas.

PREPARATÓRIA

Breve leitura de uma página espírita, seguida de prece, objetiva e concisa, de abertura da reunião.
Leitura de pequeno trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo ou de O Livro dos Espíritos, sem comentários.
Observações:

a. Os participantes que chegarem antes do início da reunião, e que desejam permanecer na sala mediúnica, deverão manter-se em silêncio, guardando a devida harmonia íntima, por meio de meditação ou por leitura edificante. Evitar barulhos, movimentações e conversas no local da reunião.
b. Vibrar mentalmente pelas pessoas, encarnadas ou desencarnadas, para as quais se solicita a intercessão dos Mentores Espirituais.

  DESENVOLVIMENTO 

Esta fase caracteriza-se pela manifestação dos Espíritos e diálogo que com eles se realiza, objetivando esclarecimento e auxílio.

Os médiuns ostensivos devem observar o seguinte:

Controlar o tom da voz nas comunicações psicofônicas, que deve favorecer a audição dos participantes e, ao mesmo tempo, manter a harmonia vibratória do ambiente.
Em relação ao número de comunicações psicofônicas de Espíritos necessitados de auxílio, cada médium deve observar as seguintes orientações transmitidas, respectivamente, pelos Espíritos André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda:

a) Só se devem permitir, a cada médium, duas passividades por reunião, eliminando com isso maiores dispêndios de energia e manifestações sucessivas ou encadeadas, inconvenientes sob vários aspectos. Desobsessão, cap. 40.

b) Tratando-se de um grupo com muitos médiuns atuantes, duas comunicações são suficientes para cada sensitivo; excepcionalmente, três. Deve-se evitar um número maior de passividades por causa do desgaste físico e psíquico do médium. Qualidade na Prática Mediúnica, segunda parte (Divaldo responde), item: Funcionamento, p. 81.

As comunicações simultâneas devem ser avaliadas com cuidado, como, igualmente, esclarecem André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda:
a) Os médiuns psicofônicos, muito embora por vezes se vejam pressionados por entidades em aflição, cujas dores ignoradas lhes percutem nas fibras mais íntimas, educar-se-ão, devidamente, para só oferecer passividade ou campo de manifestação aos desencarnados inquietos quando o clima da reunião lhes permita o concurso na equipe em atividade. Isso, porque, na reunião, é desaconselhável se verifique o esclarecimento simultâneo a mais de duas entidades carentes de auxílio, para que a ordem seja naturalmente assegurada. Desobsessão, cap. 39.

b) A depender do número de doutrinadores, quando houver várias comunicações simultâneas, é conveniente os demais médiuns controlarem-se até que haja um momento favorável. […] O ideal é que se espere um pouco, enquanto outros médiuns estão em ação. Na impossibilidade de assim proceder, deve-se dar campo, porque na hipótese de se ter um bom grupo de doutrinadores, pode-se atender até três comunicações simultâneas, desde que seja em tom de voz coloquial. Qualidade na Prática Mediúnica, segunda parte (Divaldo responde), item: Funcionamento, p. 81-82.

É necessário que os esclarecedores fiquem atentos:

À administração do tempo destinado ao esclarecimento doutrinário, evitando diálogos muito longos ou excessivamente curtos, ambos totalmente improdutivos.
Ao emprego correto das palavras e à emissão de vibrações aos Espíritos manifestantes necessitados de ajuda, atendendo-os com bondade, gentileza e equilíbrio.
À aplicação do passe, à emissão de prece ou à indução sonoterápica sempre que se fizer  necessário, em auxílio ao médium e ao Espírito comunicante.
Ao controle do tom de voz, que deve favorecer a audição dos participantes e, ao mesmo tempo, mantenha a harmonia vibratória do ambiente.

ENCERRAMENTO 

Concluídas as manifestações dos Espíritos, o dirigente da reunião realiza vibrações (irradiações mentais), seguidas de prece final, ou indica um participante para fazê-las.

Observações:

Não ultrapassar o horário de funcionamento da reunião. No momento das irradiações os participantes podem, mentalmente, solicitar auxílio aos Benfeitores em favor de alguém.
Não realizar irradiações e preces longas.
As irradiações podem ser realizadas antes da manifestação dos Espíritos. É comum, porém, fazê-las ao final, favorecendo a recuperação das energias despendidas durante a prática mediúnica.

AVALIAÇÃO 

A avaliação normal da reunião mediúnica deve ser realizada após a prece final.
Além desta, deverá ser realizada outra avaliação da tarefa, também executada na Casa Espírita, em dia e hora pré-estabelecidos, a qual, vista como um todo tem como finalidades: fortalecer a equipe; analisar o correto desenvolvimento da atividade e o desempenho de todos os membros do Grupo Mediúnico; avaliar o atendimento espiritual prestado aos Espíritos necessitados e o conteúdo das comunicações mediúnicas, independentemente de terem sido transmitidas por benfeitores espirituais ou por Espíritos em processos de reajuste.
Essas duas avaliações não devem ser dispensadas, sob quaisquer justificativas. A segunda, por se tratar de reunião especial, deve seguir um cronograma (bimensal ou trimestral), de acordo com as necessidades identificadas.
A atividade avaliativa deve ser transcorrida num clima harmônico e fraterno, de respeito mútuo, por mais difíceis que sejam os assuntos a serem considerados.
 Considerar como critérios da avaliação: a) impessoalidade; b) auto-percepção; c) melhoria do trabalho. Os participantes serão orientados pelo dirigente, ou por pessoa por ele indicada, sobre a adoção de parâmetros de auto-avaliação.

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